Pra quem acha que a precarização do mercado de trabalho ocorre só no Brasil, veja essa. No ano passado o filme “A Vida de Pi” ganhou o Oscar de melhores efeitos visuais. Justo para um filme feito quase todo em computação gráfica. Mas o prêmio chegou com gosto amargo. A finalizadora responsável por esses efeitos, a Rhythm & Hues, tinha simplesmente pedido falência 11 dias antes da cerimônia. Na mesma festa, a diretor do filme (Ang Lee) e o diretor de fotografia (Carlos Miranda) também levaram suas estatuetas, e em seus discursos nenhum sequer agradeceu os profissionais da empresa. Ah, o filme foi um sucesso de público e faturou rios de dinheiro (600 milhões de dólares), mas a Rhythm & Hues não viu nenhum tostão a mais por isso.
Pra entender melhor a história, e entender parte dos perrengues de todos os profissionais de pós produção do mundo, tire meia hora pra ver esse mini-documentário, “Life After Pi”. E vejam se não há algo de errado no reino do chroma key.

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